3 de julho de 2011

Antiga, eu?

Não preciso falar de novo das minhas manias, das minhas inseguranças, do quão difícil é conviver comigo mesma e me entender, pois já tudo o fiz. Escrevo, então, para contar-lhes que sou antiga. Quer dizer, eu acho.
Acho que deveria ter nascido em outra época, uma vez que várias coisas me são favoráveis, a começar com a aparência, afinal, no século que vivo não valorizam as branquelas, gordinhas e de cabelos cacheados. Oh, saudade do renascimento! E sabe do que mais eu sinto falta? Do amor antigo. Aquele que fantasio por não ter vivido... Deixemos a melancolia de lado, eu vou explicar.
Não é que eu condene, mas eu queria que algumas coisas fossem diferentes... Eu não consegui ainda ficar com um menino que acabasse de conhecer, manter contato e ter algum tipo de relacionamento com ele. Não sei, as coisas simplesmente não funcionam assim pra mim. Eu sempre me encanto por quem eu conheço já há um tempinho, que eu goste de conversar, que seja meu amigo. É um problema quase sempre, porque existe o medo de estragar a amizade.
Eu queria que a minha vida fosse como algumas histórias antigas, quando duas pessoas se apaixonam, conhecem-se, flertam (usei mesmo essa palavra?), vivem um pouco o amor platônico e aí então se beijam. Não é muito mais apaixonante? Eu acho...
Porém, eu vou dizer como as coisas acontecem (geralmente) hoje em dia: o casal se vê, fica, troca telefone, fica mais algumas vezes em outros dias, aí quando completam um mês "ficando", o menino compra flores e um anel pra pedir em namoro. Ah! Claro... Mudam, imediatamente, o relacionamento para "namorando" nas redes sociais (isso quando não colocam 'casado(a)'). Ah? Cuma? É preciso provar pra todo mundo?
Mas isso não é o pior, cada um sabe o que faz da sua vida... Só que isso virou tradição, obrigação e muitas vezes as pessoas nem estão amando ou apaixonadas pra engatarem um relacionamento.
Sabem do que eu sou a favor? De que as pessoas façam o que sentem vontade sem ferir os outros. Se vocês estão juntos, sendo fiéis, entregando-se um ao outro, há dois, três ou dez meses, será que é realmente necessário um anel pra perceberem que o que vocês têm é sério? Não interessa o tempo, mas sim o sentimento, o respeito, a confiança...
Até quando vamos valorizar as relações miojo (rápidas e práticas)? O bom é aquele frio na barriga, o coração acelerado, o pensar o dia todo...
 Sabem do que eu sou a favor? Do amor.

http://cartasa.blogs.sapo.pt/2006/11/

15 de maio de 2011

MÃE - Maior Amor que Existe


Garanto que não foi insensibilidade minha não ter escrito nada referente ao dia das mães. Logo eu que sonho com a maternidade (muito futura)... Não posso explicar o que é ser mãe, pois não tenho filhos, mas quero falar da minha e homenageá-la aqui, de forma singela.
Minha mãe não é minha melhor amiga, mas é minha amiga; Ela nunca exigiu que eu fosse a melhor, mas sabe da minha capacidade e questiona se eu me inferiorizo; Ela não tem carteira de motorista, mas ela pega quinhentos ônibus se for preciso pra atender alguma das minhas necessidades. Ela é perfeita até nas suas imperfeições... Até quando ela fala superalto no telefone ou quando me obriga a comer fruta... =D
Mas nem tudo é cor-de-rosa. Nós duas temos personalidades muito fortes, batemos de frente por várias coisas, choramos, nos estressamos, mas temos momentos de companheirismo também. Temos momentos de risadas, de carinho, de amor, de mãe e filha. Por isso que eu odeio decepcioná-la. Eu prefiro me decepcionar do que a ela. Ela não merece algumas coisas que eu faço ou falo. 
Mãe, você é tão importante pra mim que eu nem sei o que escrever. Nada do que eu escreva vai chegar ao seus pés. Desculpe-me por tudo. Obrigada por tudo.
Eu te amo.

1 de maio de 2011

Sendo assim...

Me desconheço tanto que acabo me conhecendo. Sabendo do meu medo descubro minha coragem; na minha insegurança percebo onde me sinto segura e, no meu "tentar não amar" eu amo.
Com as minhas manias e os meus desejos eu me redefino. Desenho em mim uma capa, uma cápsula, uma bolha que me protege de mim mesma. Paz. Mentira...
Que onda é essa que bate sem quebrar? Eu quero mais é que ela se quebre e me mostre que, mesmo vindo outra, até mais violenta, depois, por um momento eu tenho calma. E nesse momento eu posso mergulhar, me desligar do que não quero ouvir, do que não quero ver e do que eu não quero sentir. Por esse ínfimo e íntimo momento quero me sentir minha, apenas minha. Sem insegurança, sem medo e só com o meu amor. 

31 de março de 2011

Até o mundo acabar

Eu já falei aqui outras vezes sobre meus amigos, o quanto eu os amo.
Me perguntei hoje: o que seria de mim sem eles?
Eu não consigo ficar triste perto deles, perto delas... Sim, hoje eu vou falar, somente, das minhas meninas.
Cada dia ao lado delas, por mais que se pareça igual aos outros, é único, é especial. Como não rir? Como não refletir? Como não trocar as mesmas ideias? Ou discutir opiniões diferentes? Como não amá-las incansavelmente e ncondicionalmente?
Não é possível.
Tem gente que pensa que menina não trocas as confidências mais secretas, ou que não faz porcaria de vez em quando... Com a gente não é assim. Não tem frescura, não tem "nhenhenhen", disse me disse... É tudo muito franco, sincero... Verdadeiro.
Obrigada por doarem um pouco de vocês pra fazer parte de um pouco de mim. Obrigada por cada dia maravilhoso, ou cada dia de inércia (que eu adoro também)...
Obrigada por existirem... Só isso.

"Mas talvez você não entenda
essa coisa de fazer o mundo acreditar
que o meu amor não será passageiro
te amarei de janeiro a janeiro
até o mundo acabar"

De Janeiro a Janeiro - Roberta Campos e Nando Reis