Mostrando postagens com marcador Poesia e Prosa. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Poesia e Prosa. Mostrar todas as postagens

17 de maio de 2012

Pelo direito de ser romântica

Deixe-me ser assim... Romântica.
Eu gosto de te mimar, de cuidar de você, gosto de prestar mais atenção em seus olhos enquanto os outros riem das suas piadas...
Eu observo e sou fã de cada gesto seu. Gosto de ver seu sorriso quando falo alguma besteira, e, por falar em sorriso, eu sei de cor todos os seus, e amo cada um deles. Amo mais ainda quando eles me fazem sorrir também.
Deixe-me ser assim... Romântica.
Eu não me importo de deixar de sair pra ficar com você e sua dor de cabeça, sua dor no corpo... Sua gripe... Quem é que não fica gripado? A gente vê um filme juntos, agarradinhos, e fica tudo certo.
Deixe-me ser assim, romântica, para eu sempre querer te fazer feliz, independente do que aconteça. Para eu te preparar surpresas, ainda que muito singelas. Para eu querer fazer alguma coisa nova a cada aniversário de namoro, porque rotina cansa. Você me deixa ser assim, né?
Mas, principalmente, deixe-me ser assim, romântica, para que eu nunca tenha medo de demonstrar meus sentimentos. Tenho medo, mesmo, é de um dia ser fria e seca, e de até nos momentos em que eu mais quiser dizer palavras de carinho, ou ter atitudes afetuosas, não conseguir porque durante muito tempo treinei isso. Isso é que eu não quero.
E eu prometo que, enquanto estiver viva, serei assim... Romântica.

3 de maio de 2012

É querer demais?

Querer estar perto o tempo todo, pensar nele o tempo todo, só conseguir imaginar sua vida ao lado dele. Normal?
Mas há tanta distinção no modo de amar...
Sonhar com surpresas, declarações impulsivas e atitudes inusitadas... É criar muita expectativa?
Ele não é assim.
Se não há dúvidas do amor, por quê a necessidade de pequenos gestos?

21 de março de 2012

Lembrei da gente...

Me peguei parada em frente à escola. Veio a nostalgia. Olhei todas aquelas pessoas de uniforme e, por incrível que pareça, quis usar um daqueles novamente. Então, sem esperar, vi minha imagem na escada da frente, depois de uma aula da tarde, esperando alguém vir me buscar. Estava sozinha. Meus colegas já deviam ter ido embora. Aí, de repente, outra imagem: quase a turma toda ali na escada, tirando as fotos para o fim de ano. Ao acabar, subimos no murinho que ficava ali no canto. Outros ficaram em pé (inclusive eu). Foi bom. Foi tudo muito vivo!
Por que as memórias vieram assim tão fortes? Não sei. Sei que quis lembrar mais. Lembrei das nossas rodas de músicas nas aulas vagas ou em qualquer tempinho livre, mesmo que fossem míseros cinco  minutos. Claro, lembrei dos meus amigos, os melhores do mundo, que convivi (e quero conviver) por muito tempo, da gente conversando, enchendo o saco... E lembrei de Kim. Da minha correria atrás dele, da gente na sala conversando por rabiscos na cadeira, folhas soltas e folhas do meu caderninho. Como conversamos! Além das suas brincadeiras, que às vezes (quase sempre) me deixavam sem entender nada do que ele realmente queria comigo.
Aiai... E quando finalmente estávamos juntos... Insegurança. Bons momentos... Nossas escapadinhas para a rampa... Ah! Suspiro só de pensar. Os beijos que ele tentava me roubar durante as aulas, quando faltava luz, nos filmes, ou, nada disso.
Faz pouco tempo que deixei a escola, mas já sinto falta de tudo o que vivi lá, pois nunca vivi outra coisa. Eu sei que tenho que me desapegar para poder seguir em frente, mas que eu queria ver minha turma todo dia, ver os professores nos contando suas histórias de vida, vendo os meninos tocarem enquanto a gente cantava desafinadamente... Enfim, mas que eu queria ter tudo isso de volta, queria sim! E francamente, que bom seria se durasse a vida inteira!

Solenidade da turma de 2011


Eu fiquei muito feliz ao ser escolhida oradora da turma. Posso dizer que apesar de todo o nervosismo, é uma honra poder representá-la. Porém, de imediato vieram algumas preocupações: escrever o que? Devo ser breve? Como é possível falar de tudo em algumas palavras? Descobri que não é possível. Mas até chegar a essa conclusão, foram-se várias reescritas, angústias... E foi saindo isso aqui...

Dois de fevereiro de 2011: não era eleição para presidente nem final de copa do mundo. Também não foi nosso primeiro dia de aula de toda a vida, mas foi o primeiro dia de aula que mudaria nossa vida para sempre. Bem vindo ao terceiro ano!

O clima festivo, embora preocupado, da nossa estreia na reta final do ensino médio, logo deu vez à ansiedade e a uma certa falta de afinidade entre duas turmas que se juntaram. O que antes eram “A” e “B”, seriam “apenas” a turma de 2011 do Colégio Villa Lobos.

Nesse ano, tudo aconteceu com maior velocidade e maior intensidade. Não estávamos muito a par das novidades da escola como nos outros anos. Na maioria das vezes, tudo se resumia à nossa sala e, de tão intenso o ritmo, uma simples prova parecia vestibular, tamanho desespero para com os resultados. Um feriado era um alívio! Respirar um pouco depois de tanta agonia. Mas cada segundo valeu a pena. Afinal, quem é que não vai se lembrar das comemorações das aulas vagas, das rodas de música e das brincadeiras que fazíamos só para descontrair aquela maratona de conteúdo?

Não dá para esquecer. Ainda mais acompanhados por tantas figuras: Afonso... Fatal! Alessandra, aquele bebê esticado; Alexia, que surpreendeu a todos no Canta Villa... Aliás, por falar em música, Jorge, meu querido, qual é o instrumento musical que você não sabe tocar?

Pablo, além dos cílios enormes invejados por qualquer garota dependente de curvex, é malhado, assim como bochecha, que poderia ser facilmente chamado de “Alexandre, o Grande”.

Como não admirar a amizade de Andressa e Rafael Daltro, e a delicadeza de bailarina de Bruna Monteiro? E as vozes que calam a sala: Daniela, sempre firme, e Rayane, sempre doce. Contudo, se elas fazem o silêncio, tem uma que sempre tumultua com suas intervenções, não é, Taís Alencar? Mas então aparece Letícia para chamar atenção de que aquilo ainda é uma sala de aula.

Foi assim o ano todo: Larissa desenhando vestidos, David Jones desenhando mangás; Fábio resolvendo problemas de computador, Gutembergue dando carona; Marília batendo um bolão, Jaqueline fazendo hipismo; Lis tímida, Gislene tagarela; Suélem “revolts” e Roberta que virou Rob que virou “Robson”. Apelido.

Ricardo conversador e Flávio desligado pareciam um casal de tão unidos. Matheus boca correu atrás de Karine organizada, e ao não ser correspondido, partiu para a conquista de Bruna Amaral, vulgo “oxi”.

Joana Hughes e suas caras e bocas na aula de matemática, Mariana embolada no sotaque mineiro que hoje já compreende um “oxente uai!”

Rafael Moraes e sua cara de pau, Priscila com sua risada e espirro, no mínimo, exóticos; Morgana envergonhada, e Lucca, com suas cantorias inconvenientes, arranca suspiros das meninas mais novas.

Tem de tudo nessa sala, desde alunos daqui de perto, como Mayra, de Madre de Deus e Wyktor, o comunista de Serrinha, até presenças estrangeiras, como Felipe França, Hassan, árabe, Kim coreano, chinês, japonês... E Yan, que depois de uma temporada tranqüila na Dinamarca parou nessa loucura.

Mas a sala é grande, tem espaço para Thaís Andrade, apaixonada por história, João, louco por gramática e Gustavo pelas ciências exatas.

Tem Felipe Sabóia, o índio metaleiro; Tem Guilherme... Quem? Ah! Tchutcho, aquele que não tira o casaco nunca. Só hoje.

Thamirez, aparentemente tão quietinha se manifesta nas redes sociais.

Tem Clara, que carrega mais comida do que livros na bolsa; Chiara maluca e Cibele ansiosa deixaram de lado as personalidades extremas e se juntaram para organizar a nossa festa de formatura. E eu, Juana Castro, registro tudo isso.
Mas não foi fácil, para ninguém, conciliar tantas coisas: administrar juventude, responsabilidade, impulsos, amores, festas, compromissos... Então vieram as noites sem dormir, as enormes olheiras, o cansaço, o medo. Quem não teve medo de decepcionar e de se decepcionar? Quem não apelou para uns calmantes ou até arrancou uns próprios fios de cabelo? Outros não aguentaram a pressão e nos deixaram.

Haja pânico! E, nessas horas, nada melhor que um ombro amigo ou um colo de mãe. Entretanto, as amizades pareciam serem testadas a todo momento. Não só as do próprio colégio, mas principalmente as de fora, que tentaram se apertar na nossa louca rotina. Assim como a família, que se sacrificou tanto para que chegássemos aqui nas melhores condições possíveis, mas ao nos ver desesperados, fazia coro com professores e diretores no tão chato e perturbador “eu avisei”. Sim, avisaram e obrigada por avisarem. Todavia, não importa o quanto nos alertem, pois essa é uma experiência única e diferente para cada um, e só aprendemos de verdade a partir do momento em que nos deparamos com a situação.

A correria normal de terceiro ano e a nossa heterogeneidade renderam críticas que pareciam intermináveis (e até um mapa de sala especial). Demos trabalho, abusamos da paciência dos professores. Sabemos disso. Mas sabemos também que além de aprendermos com a fome por aulas de Abud, a seriedade de Rodolfo, as brincadeiras de Dudu, a incrível objetividade ao ensinar história de Garrido, a praticidade de Yomar, a empolgação de Thomás, o vocabulário de Léo Mendes, a simplicidade de Elói, o detalhismo de Evert, a organização de Márcio, a interpretação de Dora, a vontade de Midian, a riqueza, quer dizer, a crítica de Gilton e os apitos ensurdecedores de Ricardo... Enfim, além de aprendermos tanto com eles, pudemos ensiná-los algo: como conviver com tanta diferença.

Perante a isso, agradecemos aos mestres e à Karla, sempre ouvinte e conselheira, por tanta dedicação e preocupação conosco. Agradecemos às direções pelas quais passamos, em outros anos, e à direção geral da escola, composta por Rubens, Isabela, Manuela e Dona Lúcia. À central de comunicação e também aos funcionários que fizemos questão de enlouquecer ao pedir para mudar a temperatura do ar condicionado ou corrigir o gabarito, e tantos outros, do nível um ao cinco. À secretaria competentíssima, muito obrigados.

Tudo o que passamos, desde o nosso ingresso na escola, até hoje, foi válido e gratificante. Porém, se antes dizíamos “quero que passe logo”, hoje, duvido que alguém diria isso, mas diria “passou voando!”. O tempo passou, amigos foram e vieram. Paixões também. Passou o mundo enquanto passávamos aos poucos. Nada volta mais.

Agora é cada um por si, com seus poucos dezessete, dezoito (ou até dezesseis) anos, escolhendo os rumos de suas vidas. E por mais que possa parecer injusta a escolha precoce, chegou a hora de dizer “adeus” a esse mundo e trilharmos nossos próprios caminhos. Isso não significa abandonar amigos, pois o que é verdadeiro permanece.

Aprendemos, ensinamos, compartilhamos, discutimos e fomos mapeados. Contudo, entre altos e baixos, foi a nossa turma, nosso momento e nosso terceirão, e é disso que vamos lembrar no futuro. Futuro o qual não sabemos como será, mas que cada um de nós possa, hoje e sempre, lembrar com saudosismo disso que viveu, erguer a cabeça e dizer “CRESCI”.

25 de janeiro de 2012

Preciso de vc, sentir o seu calor...

Já faz tempo que eu não apareço por aqui... Vinha apenas porque nunca estava satisfeita com o visual do blog. E, por mais que adore escrever e desabafar em letras... Sou muito preguiçosa!
Mas agora eu vim, e não posso dizer que é pra ficar, pois sou inconstante, mas é para escrever delícias. Na verdade, uma delícia só: de como eu estou feliz. Porque amar é simplesmente delicioso!
É... Estou amando há algum tempo. E talvez isso até explique minha ausência... É que ando meio nas nuvens.
Sentir que nada mais precisa fazer sentido quando só há os dois juntos... Isso é muito bom! Não precisar de mais nada para se sentir bem...
Perceber que sede e fome, consideradas necessidades básicas... São mega relativas, já que você as esquece quando está com quem você ama. É tanto "nada" melhor pra fazer que o resto não importa tanto.
Sentir saudades só porque desligou o telefone, isso é amor.
Desejar ouvir aquela voz, tão familiar e peculiar, ao pé do ouvido, mesmo que estejam se falando há 10 cm de distância um do outro... Isso também é amor.
E o melhor de tudo que eu já descobri do amor: poucas palavras e pequenos gestos, porém simples e verdadeiros, são o que te faz ter a certeza de que ele é tudo o que você estava procurando. E seu futuro só poderá ser com ele, pois outro alguém não se encaixa.
Eu amo. Eu digo "eu te amo".
Nunca foi tão bom amar e me sentir amada!

Juana Castro

19 de outubro de 2011

Homens também sentem

Então... O esperado beijo! E aí? "Será que ele vai me ligar no dia seguinte?", "ao menos uma mensagem?", "Poxa, ele não falou mais comigo... Também não falo mais com ele!". São questionamentos frequentes na vida de qualquer menina. Ainda mais se foi aquele cara.
Cobramos tanto dessas criaturas masculinas... Queremos atenção, que liguem no dia seguinte, queremos que eles nos entendam, que eles carreguem nossa bolsa, mas que não nos chamem de fracas. Queremos que eles paguem a conta de vez em quando, mas não sempre, nem pensem que somos submissas. Queremos ouvir coisas bonitas, e outras vezes queremos atitudes (até radicais).
Peraí... O que queremos mesmo? Nem nós sabemos, mas sabemos exigir e cobrar sempre. Será que a gente nunca pensou que homens também sentem? Que as mesmas dúvidas e inseguranças que temos eles podem ter também? E se ele não te ligou por parecer desesperado demais, assim como você talvez acharia se o ligasse? E se ele ainda não te pediu em namoro por puro medo de se precipitar e te machucar? É bom ser cauteloso, não?
Ei, homens também sentem!
Também sentem-se culpados quando agem mal, também tem momentos em que precisam ficar sozinhos, sair apenas com os amigos, momentos que precisam chorar (sim, eles choram!). É... Eles são humanos como nós. Não com tantas complexidades nem tanta necessidade de se abrir e demonstrar seus sentimentos, mas não esqueça de que eles têm, sim, sentimentos.
Então, pense um pouco nisso às vezes, e não se preocupe em ligar ou mandar mensagem você mesma no outro dia. Ele pode ficar feliz... E aí, minha filha... Sorte a sua!
Homens também amam.

16 de setembro de 2011

Simplesmente

Por muito tempo fiquei calada
Pensando o ruim e o pior de mim
Querendo provar
Que eu não precisava provar nada
Mas eu já estava provando

Pra opinião alheia eu ligava
Me esquecia, me subjugava
Não mais...

Não terás outra mão
Pra te segurar que nem a minha
Não terás outra face a acariciar
Como a minha
Não terás outra boca para beijar
Igual à minha

Então sentirás falta
De olhos profundos como os meus
Nessa hora perceberás
Que ninguém te amou como eu

Juana Castro

25 de agosto de 2011

01.06.2011

Percebi que não podia levar tudo na monotonia, levar tudo na mesma... É preciso mais! Correr atrás. Preciso.
Do que adianta opinião formada? Seja a metamorfose ambulante que Raul citou. Mude. Faz parte.
Não escolha o bem, mas também não escolha o mal. Você nunca vai saber quando precisará deles. Saiba filtrar o BOM de cada um, mesmo qua pareça impossível. Tente.
Não se desanime com facilidade, erga a cabeça. Chore por aquela pessoa, mesmo sabendo que ela não merece seu choro. Acredite: segurá-lo é pior. Uma hora você vai se cansar e se dar conta de que aprendeu com esse erro.
Ouça todas as opiniões de quem você ama, acredita e sabe que a recíproca é verdadeira, mas não se deixe levar por todas elas. Crie a sua a partir delas. Ou não. Ou sim. Sei lá!
Sou a favor do "livre arbítrio".
Diga sim com menos frequência e aprenda a dizer não para não ser taxado como bobo. Faça o que te der vontade, desde que respeite os outros. Não procure frases feitas, não copie cenas de cinema, não finja ser um ator figurante na sua própria vida, pois neste "espetáculo" você é a personagem principal, capaz de mudar seu destino.
Ame, entregue-se, sofra... VIVA!

3 de julho de 2011

Antiga, eu?

Não preciso falar de novo das minhas manias, das minhas inseguranças, do quão difícil é conviver comigo mesma e me entender, pois já tudo o fiz. Escrevo, então, para contar-lhes que sou antiga. Quer dizer, eu acho.
Acho que deveria ter nascido em outra época, uma vez que várias coisas me são favoráveis, a começar com a aparência, afinal, no século que vivo não valorizam as branquelas, gordinhas e de cabelos cacheados. Oh, saudade do renascimento! E sabe do que mais eu sinto falta? Do amor antigo. Aquele que fantasio por não ter vivido... Deixemos a melancolia de lado, eu vou explicar.
Não é que eu condene, mas eu queria que algumas coisas fossem diferentes... Eu não consegui ainda ficar com um menino que acabasse de conhecer, manter contato e ter algum tipo de relacionamento com ele. Não sei, as coisas simplesmente não funcionam assim pra mim. Eu sempre me encanto por quem eu conheço já há um tempinho, que eu goste de conversar, que seja meu amigo. É um problema quase sempre, porque existe o medo de estragar a amizade.
Eu queria que a minha vida fosse como algumas histórias antigas, quando duas pessoas se apaixonam, conhecem-se, flertam (usei mesmo essa palavra?), vivem um pouco o amor platônico e aí então se beijam. Não é muito mais apaixonante? Eu acho...
Porém, eu vou dizer como as coisas acontecem (geralmente) hoje em dia: o casal se vê, fica, troca telefone, fica mais algumas vezes em outros dias, aí quando completam um mês "ficando", o menino compra flores e um anel pra pedir em namoro. Ah! Claro... Mudam, imediatamente, o relacionamento para "namorando" nas redes sociais (isso quando não colocam 'casado(a)'). Ah? Cuma? É preciso provar pra todo mundo?
Mas isso não é o pior, cada um sabe o que faz da sua vida... Só que isso virou tradição, obrigação e muitas vezes as pessoas nem estão amando ou apaixonadas pra engatarem um relacionamento.
Sabem do que eu sou a favor? De que as pessoas façam o que sentem vontade sem ferir os outros. Se vocês estão juntos, sendo fiéis, entregando-se um ao outro, há dois, três ou dez meses, será que é realmente necessário um anel pra perceberem que o que vocês têm é sério? Não interessa o tempo, mas sim o sentimento, o respeito, a confiança...
Até quando vamos valorizar as relações miojo (rápidas e práticas)? O bom é aquele frio na barriga, o coração acelerado, o pensar o dia todo...
 Sabem do que eu sou a favor? Do amor.

http://cartasa.blogs.sapo.pt/2006/11/

15 de maio de 2011

MÃE - Maior Amor que Existe


Garanto que não foi insensibilidade minha não ter escrito nada referente ao dia das mães. Logo eu que sonho com a maternidade (muito futura)... Não posso explicar o que é ser mãe, pois não tenho filhos, mas quero falar da minha e homenageá-la aqui, de forma singela.
Minha mãe não é minha melhor amiga, mas é minha amiga; Ela nunca exigiu que eu fosse a melhor, mas sabe da minha capacidade e questiona se eu me inferiorizo; Ela não tem carteira de motorista, mas ela pega quinhentos ônibus se for preciso pra atender alguma das minhas necessidades. Ela é perfeita até nas suas imperfeições... Até quando ela fala superalto no telefone ou quando me obriga a comer fruta... =D
Mas nem tudo é cor-de-rosa. Nós duas temos personalidades muito fortes, batemos de frente por várias coisas, choramos, nos estressamos, mas temos momentos de companheirismo também. Temos momentos de risadas, de carinho, de amor, de mãe e filha. Por isso que eu odeio decepcioná-la. Eu prefiro me decepcionar do que a ela. Ela não merece algumas coisas que eu faço ou falo. 
Mãe, você é tão importante pra mim que eu nem sei o que escrever. Nada do que eu escreva vai chegar ao seus pés. Desculpe-me por tudo. Obrigada por tudo.
Eu te amo.

1 de maio de 2011

Sendo assim...

Me desconheço tanto que acabo me conhecendo. Sabendo do meu medo descubro minha coragem; na minha insegurança percebo onde me sinto segura e, no meu "tentar não amar" eu amo.
Com as minhas manias e os meus desejos eu me redefino. Desenho em mim uma capa, uma cápsula, uma bolha que me protege de mim mesma. Paz. Mentira...
Que onda é essa que bate sem quebrar? Eu quero mais é que ela se quebre e me mostre que, mesmo vindo outra, até mais violenta, depois, por um momento eu tenho calma. E nesse momento eu posso mergulhar, me desligar do que não quero ouvir, do que não quero ver e do que eu não quero sentir. Por esse ínfimo e íntimo momento quero me sentir minha, apenas minha. Sem insegurança, sem medo e só com o meu amor. 

31 de março de 2011

Até o mundo acabar

Eu já falei aqui outras vezes sobre meus amigos, o quanto eu os amo.
Me perguntei hoje: o que seria de mim sem eles?
Eu não consigo ficar triste perto deles, perto delas... Sim, hoje eu vou falar, somente, das minhas meninas.
Cada dia ao lado delas, por mais que se pareça igual aos outros, é único, é especial. Como não rir? Como não refletir? Como não trocar as mesmas ideias? Ou discutir opiniões diferentes? Como não amá-las incansavelmente e ncondicionalmente?
Não é possível.
Tem gente que pensa que menina não trocas as confidências mais secretas, ou que não faz porcaria de vez em quando... Com a gente não é assim. Não tem frescura, não tem "nhenhenhen", disse me disse... É tudo muito franco, sincero... Verdadeiro.
Obrigada por doarem um pouco de vocês pra fazer parte de um pouco de mim. Obrigada por cada dia maravilhoso, ou cada dia de inércia (que eu adoro também)...
Obrigada por existirem... Só isso.

"Mas talvez você não entenda
essa coisa de fazer o mundo acreditar
que o meu amor não será passageiro
te amarei de janeiro a janeiro
até o mundo acabar"

De Janeiro a Janeiro - Roberta Campos e Nando Reis

22 de março de 2011

Carnaval - A vez da desigualdade

O carnaval é maior festa de rua do planeta e isso não é novidade. Mas o que muitos não sabem, até por não terem essa experiência, é que é, também, um festa onde muitas diferenças são expostas e que, às vezes, entram em choque. O mesmo carnaval que anima, que encontra, que desperta sentimentos e desejos, é o carnaval da exclusão social e do preconceito.
Não vou ser hipócrita e dizer que não gostei de ter ficado em camarotes, que preferia estar na pipoca sujeita a mais confusão. Não. Entrentanto, foi lá do alto que vi coisas, de certo modo, interessantes, que, talvez, apenas lá veria. Enquanto eu e uma minoria estávamos usufruindo de conforto, segurança e até privacidade num evento público, uma maioria estava nas ruas urinadas da Barra. Antes fossem o xixi e seu cheiro os únicos problemas. Foi lá do alto, que vi também, um casal gay se beijando e, logo em seguida, recebendo murros. Eles pararam de se beijar enquanto seus agressores riam. Além de tal brutalidade citada anteriormente, outras me chamaram atenção, como uma mulher recebendo um tapa na cara de um suposto namorado, uma briga iniciada por uma futilidade, entre outras.
Onde estava a polícia naquele momento? Onde estava a minha atitude de fazer uma denúncia? Será que nossos defensores chegariam a tempo para interromper aquelas confusões? Não sei, mas também não fiz nada. Fiquei impotente, porque estava "lá no alto".
São os bastidores do carnaval que ninguém faz questão de ver, mas vê porque está ali. Não quero fazer apologia à homossexualidade nem ao feminismo. Só acho que mesmo que não gostemos, temos que respeitar a todos, pois nem a orientação sexual nem o gênero definem o caráter de alguém.

Viva o carnaval?

20 de fevereiro de 2011

Nazário se foi

Ontem passei o dia na casa de Alê, com Chiara inclusa no pacote. Foi muito legal, esse tempo "only girls". Ri demais, aprendi demais, me diverti demais. Alê ganhou uma cadelinha, Nikita, super fofa!

Além de conhecer a filha de Lê (ela prefere ser chamada assim), passeamos um pouco pelo bairro, comemos salgados por aí, ficamos um tempo na praça vendo a criançada andar de skate... Foi um dia produtivo. Porém, voltei "cedo" e não pude ir pra uma festinha de colegas da minha sala. Fica pra próxima.
Chi foi pra minha casa, e, assim que chegamos, quis apresentá-la a Nazário, mas aí tive uma notícia: ele havia partido...

Calmaaaa! Ele não morreu. O que aconteceu foi que, ao colocar sua gaiola no quintal, pendurada no pé de acerola, ele começou a se agitar e "gritar". Quando foram ver, tinham outros pássaros da mesma espécie no muro. Nazário, definitivamente, não era periquito de gaiola. Então, libertaram-no. E ele se foi.
Eu fiquei feliz? Sim. E não. Vai entender...
Apesar de tudo, eu sei que ele está bem agora.
Conhecem aquela música antiga do sabiá? Descreve bem o sentimento:

Sabiá lá na gaiola - Hervé Cordovil e Mário Vieira

Sabiá lá na gaiola / fez um buraquinho
Voou, voou, voou, voou / E a menina que gostava
Tanto do bichinho / Chorou, chorou, chorou, chorou

Sabiá fugiu pro terreiro / Foi cantar lá no abacateiro
E a menina vive a chamar / Vem cá sabiá, vem cá

Sabiá lá na gaiola...

A menina diz soluçando / Sabiá estou te esperando
Sabiá responde de lá / Não chores que eu vou voltar



Beijocas melecadas!





18 de fevereiro de 2011

Chamarei de Nazário

Ao voltar da escola hoje, perto da entrada do meu condomínio, avisei ao meu irmão: "Olha, tem um passarinho morto e o grandão vai levar ele." Disse, referindo-me a uma cena típica do mundo animal: o mais forte comendo o mais fraco. Então eu cheguei mais perto, e o "grandão" voou. Foi aí que percebi que o pequenino não estava morto, mas devia estar machucado, pois não conseguia voar. Resolvi pegar. Tão lindo! Verdinho!
Enquanto o levava, meu irmão falava "deixa eu pegar" repetidamente (por incrível que pareça, ele tem 14 anos). Eu retrucava "lá em casa eu deixo", e fomos, o restante do curto caminho, discutindo o nome dele:
-Vai se chamar Aquarela. - Disse.
-Não. - Matheus negou.
-Aqua? Rela? - Rimos.
-Bob? - Ele perguntou.
-Não!!! Ele não é cachorro! - Respondi criticamente.
-Então... Marley? - Matheus (besta) falou. E eu ri. - Que tal Ronaldinho?
-NAZÁRIO! Olha, Teu... Ele tem cara de Nazário! Isso é nome de passarinho! - Exclamei, vibrando com minha escolha.
-Não, eu quis dizer Ronaldinho do Flamengo, não O Fenômeno. - Ele disse.
-Ah, então "Dinho".
-Ronaldinho.
-Dinho.
-Pra mim vai ser Nazário mesmo. - Finalizei. Ufa!
Ele pode chamar do que quiser, mas é meu Nazário.
Só sei que quando cheguei em casa, minha mãe já pegou da minha mão "Olha que lindinho, Lena... É um periquitinho verde. Vamos colocar na gaiola e dar água e comida pra ele." Feito.
Mas, sabe o que é o mais irônico disso tudo? Que eu falei da "lei do mais forte e do mais fraco" e aprisionei o bichinho numa gaiola. Ta... Ele é periquito de gaiola que, possivelmente, fugiu. Mesmo assim, não é mutio irônico isso? Talvez seja melhor pra ele, porque, provavelmente, ele não vai conseguir viver livre, mas pretendemos soltar depois que ele melhorar e crescer um pouco.

Essa foto acima não é de Nazário, mas ele é praticamente assim.

http://aldacris.wordpress.com/2007/12/02/ver-passarinho-verde/


Beijocas melecadas!

14 de fevereiro de 2011

In Memoriam

Tive
Sorriso infantil, inspirador
Fui
Inocência, amor, insegurança
Tudo
e meus sonhos de criança
Somaram-se ao amargo beijo
do despertar incerto
O passado continua comigo
Eu rio, eu choro, eu vivo
No meu coração isso vai estar escrito
In memoriam
Daquele sorriso que sorri
Da ingenuidade que fui
In memoriam
Daquilo que sou

Juana Castro

31 de janeiro de 2011

Como será?

Eu fui a um casamento no último final de semana, de um amigo dos meus primos. Assim que entrei na igreja, a música que tocava era "halo", seguido de "I'm yours" e outras músicas românticas atuais, porém, era só instrumental, à base do violino. Lindo.
Quando a noiva entrou na igreja, eu olhei rapidamente para ela e me voltei ao noivo. Permaneci meu olhar nele durante o todo o percurso da moça. É um costume. Apesar de não ir a muitos casamentos, quando eu vou, gosto de olhar a reação do noivo ao ver a mulher entrar. Alguns choram, outros ficam tremendo... Eu gosto de observá-los. É como se eu tentasse ver se eles realmente querem isso. Se você já assistiu ao filme "Vestida para casar", deve pensar que é daí que me veio essa mania, mas não é. Eu achei até coincidência quando assisti ao mesmo. Essa mania de olhar o homem.
No final, quando o casal, recém-casado, veio caminhando sobre o tapete vermelho, a música de fundo era "kiss me", que dizem que é da Leigh Nash, mas a Avril Lavigne também canta (http://www.youtube.com/watch?v=aIWOg-0_CC0&feature=related). A música mesmo, com voz e instrumentos. Eu chorei. Ah, o que posso fazer? Estava sensível e foi bonito. Mas minhas lágrimas foram muito educadas.
A festa foi ao lado da igreja, estava simples e bonita. Convidados o suficiente, docinhos deliciosos, música boa...
E no casamento do amigo do meu primo, eu pensei no meu casamento. Sim, está longe, eu só tenho 16, mas já o tenho todo idealizado. Eu não vou contar os detalhes, mas vai ser na praia e fim de tarde. Vou mudar algumas coisas, afinal, será o meu dia e quero me sentir bem para transmitir isso.
Entretanto, ou pensar na festa, ou fazer a festa é o de menos. O que acontece depois é um roteiro que cada casal escreve e é o mais difícil. Escolher alguém pra passar o resto da sua vida é algo que talvez nem devesse existir, mas é nessa dificuldade que está o encanto. Não basta assinar um papel, é preciso viver duas, ou mais vidas (filhos), como se fosse apenas uma.

Ahh! Passei na UFBA! Mas não posso cursar, passei pro terceiro ano agora. To feliz!

Beijocas melecadas!

16 de novembro de 2010

Eu te digo o que nós queremos

Um seriado, em especial, intrigou-me bastante: "Afinal, o que querem as mulheres?" Eu não assisti todo o episódio, pois estudo pela manhã, mas, fiquei com muita vontade de responder a essa pergunta.

Mulher: s.f. Ser humano do sexo feminino./Aquela que atingiu a puberdade./Esposa./Amásia, concubina//Mulher à toa, mulher da vida/Mulher pública, meretriz - Dicionário Aurélio Online

Quando estamos com dúvida sobre o significado de uma palavra, olhamos o dicionário, certo? Mas, a palavra acima não é qualquer uma. E a definição aí presente falou o esperado, o óbvio, deu exemplos... Todavia, se a palavra saltasse da tela do computador ou de uma folha de papel não seria tão óbvia.

É tão difícil explicar o que é mulher, quiçá o que ela quer. Ah... Nada é impossível. Tentarei:
Mulher desde pequena diz o que pensa  e o que sente, porém, na hora de dizer o que quer, ainda que indecisa, a coisa é muito subjetiva... Quer brincar de casinha, mas também quer jogar bola; quer ter amigas e amigos; Quer crescer, falar que amadureceu mais rápido, pra poder sair sozinha, com amigos ou o namorado, e também quer ficar em casa, vendo filmes, comendo brigadeiro, escutando o som da chuva; Mulher quer se dar bem intelecualmente, na vida, nas artes e no amor; Quer se formar, quer ajudar, quer ouvir, quer falar... Nossa, como é bom falar!; Mulher quer ser mãe e quer trabalhar, ou, mulher não quer ser mãe nem quer trabalhar! Mas no meio do caminho pode se apaixonar por um dos dois, por nenhum ou por ambos.

 Depois mulher se estressa, quer comer chocolate (sem engordar)... O chocolate a enjoou, mulher quer água, pois tem sede, sede de mudança, sede de inércia (haha), sede de amar, de ser livre. A mulher quer mostrar que é capaz, porque até hoje sofre preconceito. A mulher quer vencer seus medos... Mas, na hora de sair, que tem que se arrumar, a danada tem medo de decepcionar e de SE decepcionar. Pode ser prática ou virar o armário de cabeça pra baixo e não escolher nada! Pode até não sair mais.

Mulher quer tudo e nada. Depende do dia, do humor, da Lua!...  E em meio a tantas dúvidas, ela só sabe de uma coisa:

Mulher quer saber o que quer.

31 de maio de 2010

O Céu Errado

O texto abaixo eu fiz no 1º ano do E.M., em 2009, aos 14 anos. Era pra fazer algo inspirado em outro texto, e eu me inspirei na crônica "A outra noite", de Rubem Braga. Quem ler vai pensar que é maluquice (e deve ser mesmo) porque parece não ter nada a ver com o texto fonte. Quando fiz pensei no nome, apenas: outra noite, outro céu... E me deixei levar.


O Céu Errado

“Tchau amor. A gente se vê às oito?” Eu perguntei.
“Claro que sim. Tchau... Eu te amo!” Foram as últimas palavras que escutei ele dizer antes de aquele motorista desgovernado quase ter conseguido tirar Hugo de mim. Minutos depois, estava apreensiva no hospital, esperando uma resposta. O médico, alto, pálido e magrelo, caminhou em minha direção:
          -Ele precisará de um coração novo.
                Eu e Hugo nos conhecemos há cinco anos, ele comprou algumas roupas na loja que eu trabalhava temporariamente. Minha vida era sem sentido, estava amargurada por ainda não ter conseguido abrir meu escritório de advocacia. Passava o dia todo naquela lojinha de pouco movimento, esperando o tempo passar para esperá-lo passar novamente. Quando Hugo bateu à porta, soube imediatamente que aquele homem mudaria o meu destino. Ele se interessou, trocamos telefone, e logo estávamos namorando. Parece que eu estava mesmo certa, ele mudou meu destino! Era completamente diferente de mim. Hugo era divertido, bem sucedido, de bem com a vida, ótima pessoa, e me amava assim como eu o amava. Passávamos horas divertidíssimas juntos, outras nem tanto, mas tudo era superado com o tempo.
          Certa vez, eu viajei e ele não pode ir junto. Mas quando cheguei ao hotel, advinha quem estava me esperando? Ele. Até hoje não sei como chegou tão rápido! Deve ter recebido muitos flashes de diversos radares. Mas esse era o diferencial do meu amor, ele sempre inovava, fazia surpresas, pra que mais, meu Deus? Esse homem era tudo! Passamos o final de semana todo em cima daquela cama, vendo os mais variados filmes misturados ao som da chuva. Os minutos, as horas e os dias passavam voando, quase que despercebidos quando ele estava comigo. E eu nem ligava de ter passado tanto!
          Outra vez, em meu aniversário, já tínhamos dois anos e sete meses de namoro, ele me pediu em noivado, da maneira mais linda e mais vergonhosa (pra mim). Foi num restaurante badalado o qual íamos frequentemente. Ele subiu ao palco, pegou o microfone e cantou “Your Song”, trilha sonora do meu filme favorito Moulin Rouge. Tinha uma voz tão macia, olhos tão penetrantes, e pediu a minha mão. Como uma pessoa tão perfeita poderia ir embora tão cedo? Não podia deixar isso acontecer. Provoquei minha própria morte e, ao meu lado, um bilhete de despedida: Por favor, quero que entreguem meu coração a Hugo. Eu ficarei bem onde quer que eu esteja. PS: Avisem-no de que eu o amarei pra sempre. Alice.
Se o céu é o paraíso, e o paraíso pra mim é onde ele estiver, eu estou no céu errado. Mas não estou arrependida. Eu sei que ele irá fazer bom uso de uma parte de mim que muito antes disso tudo, já era dele.





28 de maio de 2010

Primeira postagem

Eu não sei ao certo o que me levou a escrever. Simplesmente aconteceu e eu não consegui mais parar. Talvez por eu ser tão inconstante, ou, talvez por eu ser tão sensível. Eu sei que só o ato de pegar a caneta e um papel, ou, ver um teclado na minha frente e poder escorregar meus dedos sobre ele me faz feliz.
Adoro ler também. É lendo que a gente aperfeiçoa a escrita. E eu acho que a gente tem que ler de tudo, sem se limitar aos romances infanto-juvenis (que são muito bons!), sem se limitar à leitura de revista e assim por diante.

Quando a inspiração para escrever não vem, escrevo sobre a falta de ideias. Pode parecer maluquice, mas é bom...

Por esse sentimento, o amor, que vocês verão dois poemas, o primeiro é de Florbela Espanca e o outro é meu.

Amar! (Florbela Espanca)


Eu quero amar, amar perdidamente!
Amar só por amar: aqui... além...
Mais Este e Aquele, o outro e toda a gente...
Amar! Amar! E não amar ninguém!


Recordar? Esquecer? Indiferente!...
Prender ou desprender? É mal? É bem?
Quem disser que se pode amar alguém
Durante a vida inteira é porque mente!


Há uma primavera em cada vida:
É preciso cantá-la assim florida
Pois se Deus nos deu vóz, foi pra cantar!


E se hei-de ser pó, cinza e nada
Que seja a minha noite uma alvorada
Que me saiba perder... Pra me encontrar...




Incerteza (Juana Castro)


Nas letras sobre o papel
Expresso o que eu sinto
Ou o que eu desejei sentir


Meu peito batendo veloz
Num segundo eu hesito
Será que o que vi foi um sonho
E o real eu não vi ou vivi?


A dúvida aguça todos os meus simples sentidos
Procurando a resposta pra essa questão
A voz que sai de mim queima seus ouvidos
Mas seu silêncio é pior... Fere meu coração


E a incerteza palpita
Sem eu pedir
A vida sonhada por todos
Não foi a sonhada por mim.