30 de outubro de 2010

Leque

Musiquinha que eu fiz após uma criança - moradora de rua - ter pedido dinheiro à outra criança: eu. Cheguei em casa e escrevi de uma vez:

Leque

Encontrei um garoto enquanto voltava pra casa. Leque, nem sequer, tinha camisa rasgada. Os pés descalços arrastando no chão, me fez um pedido e tive que dizer não: "ei, tia, me dá uma moeda por favor?", "Acabo de voltar da escola... To sem dinheiro, amor...". Pensei então "vou te dar o que comer", mas Leque sumiu sem eu perceber! E foi embora a criança pequena, mas não foi embora o sentimento de pena. Que diferença entre nossas vidas!... E eu reclamando aqui das minhas feridas... Quis ajudar, embrulhei um presente: camisa, biscoito, escova e pasta de dente.
Ei, Leque, eu quero muito te encontrar de novo; Ei, Leque, dá tempo de mudar. Você é tão novo!

21 de outubro de 2010

Preciso compartilhar isso!

Ontem, no "Programa do Jô", Jô Soares entrevistava o casal de cantores-atores André Frateshi e Miranda Kassin. No finalzinho da entrevista, ele pediu para que ela cantasse uma música que aparece em um filme e que foi muito difícil pra ele achar porque a cantora só gravou um CD.

O filme é "A Cor Púrpura" e a música é a seguinte:



Miss Celie's Blues (Sister)

Sister, you've been on my mind...
 Sister, we're two of a kind 
So, sister, I'm keepin' my eye on you
I betcha think I don't know nothin 
But singin' the blues, oh, sister Have I got news for you
I'm something I hope you think that you're something too 
Scufflin', I been up that lonesome road 
And I seen alot of suns going down Oh, but trust me 
No low life's gonna run me around 
So let me tell you something 
Sister Remember your name, no twister
Gonna steal your stuff away, my sister 
We sho' ain't got a whole lot of time 
So-o-o shake your shimmy Sister 'Cause honey the 'shug' is feelin' fine

Enjoy it!
Beijocas melecadas!

6 de setembro de 2010

Unhas Coloridas

Sábado eu fui visitar uma tia do meu pai que não mora aqui e estava na casa da filha. Ouvi muitos comentários: nossa família tem um gene forte, em? Você parece muito com sua falecida avó, lembra muito a sua tia quando era mais nova e é a cara do pai! Ou seja: todos iguais. =D Não, eu sei que somos parecidos, e fiquei feliz que todos falaram o quanto sou parecida com minha avó, pois ela era muito bonita! Quando a gente foi embora, eu fui pra casa da minha amiga Chi, que era ali por perto, então fomos jantar numa pizzaria e voltamos pra casa dela. Chegando lá, mas que vergonha, só tinha maconha! a prima dela tinha levado 45 esmaltes! Agora pense... Meninas e esmaltes! Não deu o que preste. Mas, só Clara pintou as unhas de noite, eu dormi cedo porque estava morta de cansaço e só no outro dia, quando acordamos, fiz uma obra de arte em minhas mãos. Bom, Chiara fez. Amarelo, rosa, azul, verde e laranja. Unhas "Saquinho de M&M's".
Eu não tenho unhas grandes, mas eu quis pintar mesmo assim, e apesar de ter estranhado, eu gostei! = )







31 de maio de 2010

O Céu Errado

O texto abaixo eu fiz no 1º ano do E.M., em 2009, aos 14 anos. Era pra fazer algo inspirado em outro texto, e eu me inspirei na crônica "A outra noite", de Rubem Braga. Quem ler vai pensar que é maluquice (e deve ser mesmo) porque parece não ter nada a ver com o texto fonte. Quando fiz pensei no nome, apenas: outra noite, outro céu... E me deixei levar.


O Céu Errado

“Tchau amor. A gente se vê às oito?” Eu perguntei.
“Claro que sim. Tchau... Eu te amo!” Foram as últimas palavras que escutei ele dizer antes de aquele motorista desgovernado quase ter conseguido tirar Hugo de mim. Minutos depois, estava apreensiva no hospital, esperando uma resposta. O médico, alto, pálido e magrelo, caminhou em minha direção:
          -Ele precisará de um coração novo.
                Eu e Hugo nos conhecemos há cinco anos, ele comprou algumas roupas na loja que eu trabalhava temporariamente. Minha vida era sem sentido, estava amargurada por ainda não ter conseguido abrir meu escritório de advocacia. Passava o dia todo naquela lojinha de pouco movimento, esperando o tempo passar para esperá-lo passar novamente. Quando Hugo bateu à porta, soube imediatamente que aquele homem mudaria o meu destino. Ele se interessou, trocamos telefone, e logo estávamos namorando. Parece que eu estava mesmo certa, ele mudou meu destino! Era completamente diferente de mim. Hugo era divertido, bem sucedido, de bem com a vida, ótima pessoa, e me amava assim como eu o amava. Passávamos horas divertidíssimas juntos, outras nem tanto, mas tudo era superado com o tempo.
          Certa vez, eu viajei e ele não pode ir junto. Mas quando cheguei ao hotel, advinha quem estava me esperando? Ele. Até hoje não sei como chegou tão rápido! Deve ter recebido muitos flashes de diversos radares. Mas esse era o diferencial do meu amor, ele sempre inovava, fazia surpresas, pra que mais, meu Deus? Esse homem era tudo! Passamos o final de semana todo em cima daquela cama, vendo os mais variados filmes misturados ao som da chuva. Os minutos, as horas e os dias passavam voando, quase que despercebidos quando ele estava comigo. E eu nem ligava de ter passado tanto!
          Outra vez, em meu aniversário, já tínhamos dois anos e sete meses de namoro, ele me pediu em noivado, da maneira mais linda e mais vergonhosa (pra mim). Foi num restaurante badalado o qual íamos frequentemente. Ele subiu ao palco, pegou o microfone e cantou “Your Song”, trilha sonora do meu filme favorito Moulin Rouge. Tinha uma voz tão macia, olhos tão penetrantes, e pediu a minha mão. Como uma pessoa tão perfeita poderia ir embora tão cedo? Não podia deixar isso acontecer. Provoquei minha própria morte e, ao meu lado, um bilhete de despedida: Por favor, quero que entreguem meu coração a Hugo. Eu ficarei bem onde quer que eu esteja. PS: Avisem-no de que eu o amarei pra sempre. Alice.
Se o céu é o paraíso, e o paraíso pra mim é onde ele estiver, eu estou no céu errado. Mas não estou arrependida. Eu sei que ele irá fazer bom uso de uma parte de mim que muito antes disso tudo, já era dele.