18 de fevereiro de 2011

Chamarei de Nazário

Ao voltar da escola hoje, perto da entrada do meu condomínio, avisei ao meu irmão: "Olha, tem um passarinho morto e o grandão vai levar ele." Disse, referindo-me a uma cena típica do mundo animal: o mais forte comendo o mais fraco. Então eu cheguei mais perto, e o "grandão" voou. Foi aí que percebi que o pequenino não estava morto, mas devia estar machucado, pois não conseguia voar. Resolvi pegar. Tão lindo! Verdinho!
Enquanto o levava, meu irmão falava "deixa eu pegar" repetidamente (por incrível que pareça, ele tem 14 anos). Eu retrucava "lá em casa eu deixo", e fomos, o restante do curto caminho, discutindo o nome dele:
-Vai se chamar Aquarela. - Disse.
-Não. - Matheus negou.
-Aqua? Rela? - Rimos.
-Bob? - Ele perguntou.
-Não!!! Ele não é cachorro! - Respondi criticamente.
-Então... Marley? - Matheus (besta) falou. E eu ri. - Que tal Ronaldinho?
-NAZÁRIO! Olha, Teu... Ele tem cara de Nazário! Isso é nome de passarinho! - Exclamei, vibrando com minha escolha.
-Não, eu quis dizer Ronaldinho do Flamengo, não O Fenômeno. - Ele disse.
-Ah, então "Dinho".
-Ronaldinho.
-Dinho.
-Pra mim vai ser Nazário mesmo. - Finalizei. Ufa!
Ele pode chamar do que quiser, mas é meu Nazário.
Só sei que quando cheguei em casa, minha mãe já pegou da minha mão "Olha que lindinho, Lena... É um periquitinho verde. Vamos colocar na gaiola e dar água e comida pra ele." Feito.
Mas, sabe o que é o mais irônico disso tudo? Que eu falei da "lei do mais forte e do mais fraco" e aprisionei o bichinho numa gaiola. Ta... Ele é periquito de gaiola que, possivelmente, fugiu. Mesmo assim, não é mutio irônico isso? Talvez seja melhor pra ele, porque, provavelmente, ele não vai conseguir viver livre, mas pretendemos soltar depois que ele melhorar e crescer um pouco.

Essa foto acima não é de Nazário, mas ele é praticamente assim.

http://aldacris.wordpress.com/2007/12/02/ver-passarinho-verde/


Beijocas melecadas!

14 de fevereiro de 2011

In Memoriam

Tive
Sorriso infantil, inspirador
Fui
Inocência, amor, insegurança
Tudo
e meus sonhos de criança
Somaram-se ao amargo beijo
do despertar incerto
O passado continua comigo
Eu rio, eu choro, eu vivo
No meu coração isso vai estar escrito
In memoriam
Daquele sorriso que sorri
Da ingenuidade que fui
In memoriam
Daquilo que sou

Juana Castro

8 de fevereiro de 2011

Começou a loucura!

Pessoas,

Quarta-feira passada (02/02), começaram as minhas aulas. Bem no dia que tocou Banda EVA no festival de verão, mas ok... Foi legal chegar de novo no colégio. Juntaram as salas, alunos novos, professores novos e muito bons, a princípio.
Agora a vida é de pré-vestibulando. Carga horária de estudo aumenta, assim como a paranoia, o medo e a ansiedade. Mas tenho certeza que vai ser um ano repleto de coisas boas, de momentos eternos, alegrias inigualáveis. E eu vou dar conta. 
Sei que em algum momento eu posso ficar triste, desesperada, agoniada... Mas tenho que lembrar que é normal, é uma fase a ser passada. é a última. E é estranho pensar nisso: no fim. 
Mesmo com tudo isso que está por vir, eu já penso na formatura. E outras meninas também (menino nessas horas só tem que concordar). Temos que planejar com antecedência para não ficarmos tensos na véspera do vestibular, com a cabeça em outras coisas.

Ah!... Pude aproveitar o último dia do festival de verão. Foi ótimo! Tirei foto com as frutas do Fruttare Caseiro. Sucesso!



31 de janeiro de 2011

Como será?

Eu fui a um casamento no último final de semana, de um amigo dos meus primos. Assim que entrei na igreja, a música que tocava era "halo", seguido de "I'm yours" e outras músicas românticas atuais, porém, era só instrumental, à base do violino. Lindo.
Quando a noiva entrou na igreja, eu olhei rapidamente para ela e me voltei ao noivo. Permaneci meu olhar nele durante o todo o percurso da moça. É um costume. Apesar de não ir a muitos casamentos, quando eu vou, gosto de olhar a reação do noivo ao ver a mulher entrar. Alguns choram, outros ficam tremendo... Eu gosto de observá-los. É como se eu tentasse ver se eles realmente querem isso. Se você já assistiu ao filme "Vestida para casar", deve pensar que é daí que me veio essa mania, mas não é. Eu achei até coincidência quando assisti ao mesmo. Essa mania de olhar o homem.
No final, quando o casal, recém-casado, veio caminhando sobre o tapete vermelho, a música de fundo era "kiss me", que dizem que é da Leigh Nash, mas a Avril Lavigne também canta (http://www.youtube.com/watch?v=aIWOg-0_CC0&feature=related). A música mesmo, com voz e instrumentos. Eu chorei. Ah, o que posso fazer? Estava sensível e foi bonito. Mas minhas lágrimas foram muito educadas.
A festa foi ao lado da igreja, estava simples e bonita. Convidados o suficiente, docinhos deliciosos, música boa...
E no casamento do amigo do meu primo, eu pensei no meu casamento. Sim, está longe, eu só tenho 16, mas já o tenho todo idealizado. Eu não vou contar os detalhes, mas vai ser na praia e fim de tarde. Vou mudar algumas coisas, afinal, será o meu dia e quero me sentir bem para transmitir isso.
Entretanto, ou pensar na festa, ou fazer a festa é o de menos. O que acontece depois é um roteiro que cada casal escreve e é o mais difícil. Escolher alguém pra passar o resto da sua vida é algo que talvez nem devesse existir, mas é nessa dificuldade que está o encanto. Não basta assinar um papel, é preciso viver duas, ou mais vidas (filhos), como se fosse apenas uma.

Ahh! Passei na UFBA! Mas não posso cursar, passei pro terceiro ano agora. To feliz!

Beijocas melecadas!